Mensagem Pastoral

A INTIMIDADE NA ADORAÇÃO

03 Fev 2019Pr. Hércio Fônseca

“A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne exultam pelo Deus vivo!”
(Salmos 84.2)

A Igreja Primitiva encarnou a adoração como uma atividade integral, cotidiana e constante. Para os apóstolos e discípulos da igreja primitiva, a adoração não era um tempo separado na vida diária; ela era a própria vida diária.

Ter intimidade na adoração não é simplesmente frequentar cultos ou fazer orações. Pelo contrário, é possível participar de um culto com o coração tão insatisfeito que, ao final, Deus não foi adorado de forma alguma. Deus deseja que os cristãos O adorem com tudo o que têm e são.

A adoração é uma atividade privada e corporativa; uma não exclui a outra, pelo contrário, a segunda está diretamente ligada à primeira. Se não há adoração na intimidade com Deus, também não há adoração comunitária. Muitos que se reúnem nas igrejas, atualmente, esperam que o ministério de louvor “providencie um menu de diferentes estilos de música e de experiências de encontro com Deus”.

Como cristãos, a prática da adoração ao Senhor é legítima, mas com a motivação correta, ou seja, por gratidão pelo que Deus fez a nós em Cristo Jesus. Todos nós sabemos que somente a Deus se deve adorar. Somente Ele é digno de adoração. A adoração que não é dirigida a Deus é idolatria, altamente condenada.

Contudo, se julgamos o culto como “agradável” com base no grau de “satisfação” pessoal alcançada e não com base na instrução bíblica apresentada, nossa adoração está corrompida. Nesse caso, a “boa mensagem” não é a que confronta nossos pecados, mas a que nos faz sentir melhor.

O Salmo 29.2 nos ensina: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade”. O louvor na igreja não é uma maneira de nos expressarmos, mas de expressar a glória de Deus. Isto é o que o SENHOR disse: “Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo”. Levítico 10.3.

A adoração satisfaz o nosso coração na presença de Deus e na exaltação de sua pessoa. A música que cantamos não é para expressarmos nosso talento e nosso gosto. A adoração não é um meio de auto expressão, mas deve refletir Deus. Qualquer outro tipo de preocupação é totalmente reprovada por Ele.

A intimidade na adoração vem de um coração maravilhado com a grandeza, com o poder, com a santidade de Deus, e que deve se prostrar humildemente diante de Sua majestade, em completa rendição. A maravilhosa consequência é a doce manifestação da misericórdia e graça de Deus sobre todos os Seus filhos.

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