Mensagem Pastoral

AQUIETA, Ó MINHA ALMA!

10 Mar 2019Pr. Hércio Fônseca

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador.”
(Salmo 42.5)

Constantemente passamos por situações em que o sentimento que temos é como se a alma estivesse encarcerada, presa a situações de desilusões e tristezas. O salmo fala das nossas angústias, dos nossos sofrimentos. Fala da dor da alma, em momentos de dificuldades e provações da vida. Retrata a realidade vivenciada por muitas pessoas em situações angustiantes.

O salmista expõe a sua aflição, contudo demonstra que, em Deus, é possível encontrarmos a esperança necessária para vencermos qualquer situação embaraçosa. É ao Deus vivo e Senhor que nossa alma clama, e que o Espírito Santo intercede com gemidos inexprimíveis.

Não precisa ser especialista para saber que a pior prisão do mundo não é a que tira a nossa liberdade física, a que nos restringe os movimentos do corpo, mas a que confina os nossos pensamentos e controla as nossas emoções e anseios. Em quantos momentos não somos acometidos por enfermidades devastadoras, provocadas pelas prisões da alma!

Estou certo de que nunca vivemos um tempo em que o mundo experimentasse tanto a liberdade de expressão,  em que se preservasse tanto os direitos individuais e coletivos, em que se falasse tanto em democracia. No entanto, em que também houvesse tantas pessoas presas em seus sentimentos e encarceradas em suas almas.

Todos os dias acompanhamos homens de negócios, mulheres bem sucedidas profissionalmente. São pessoas com todas as características de vitoriosas, mas que carregam em seu interior enfermidades gravíssimas provocadas por sentimentos danosos, lembranças traumáticas e ausência de confiança em Deus e Suas promessas.

Milhares de jovens e adultos, de todas as raças, culturas e condições sociais, mergulham nas drogas, no álcool e na promiscuidade, em busca de respostas para os anseios e dificuldades em lidar com os sentimentos e com as deficiências da alma. Além desses males devastadores, a sociedade moderna amarga situações gravíssimas de transtornos depressivos, fobias, reações impulsivas, e tantos outros males.

Muitos do nosso tempo vivem amargurados, com a alma sangrando, desencantados com a vida, decepcionados com as pessoas e sem forças para lutar por cura e libertação. É triste conviver com pessoas que desistiram da vida e se deixaram dominar por sentimentos e situações que acham ser impossíveis de serem superadas.

Eu acredito que o salmista aguardava inquietamente o momento em que poderia louvar ao seu Deus. Porque ele já o adorava. Mesmo com a alma perturbada, ele aguardava o agir do Deus vivo em sua vida. Não importa o tamanho da sua dor, da sua tristeza ou da sua angústia. Em Deus nós encontramos o poder libertador para a nossa alma encarcerada. Creia! Ele é a nossa esperança!

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