Mensagem Pastoral

MORTOS OU VIVOS?

07 Abr 2019Pr. Hércio Fônseca

“Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.”
(Efésios 2.1-2)

Como é difícil lutar contra o pecado em nossos dias. Ele se tornou uma epidemia em nossa sociedade, em nosso meio, em nossas casas e até mesmo em nossas igrejas. O pecado tem um poder devastador e se alastra como uma praga, deixando o seu rastro de contaminação e destruição por onde passa.

Quando nos voltamos para a Bíblia, encontramos respostas para os nossos questionamentos e inquirições. É possível lembrar que o útero morto de Sara não produzia vida, contudo, por meio da sua fé e a do seu esposo Abraão, surgiu a vida. Nós estamos contaminados e mortos em nossos pecados e delitos. Entretanto, por acreditarmos em Cristo, despertamos para a vida, a partir do útero morto da humanidade.

Diante dessa realidade, nos conscientizamos de que todos os integrantes da raça humana que não conhecem e não confessam a Cristo continuam mortos. Mas, aqueles que aceitaram Cristo como Salvador pessoal são os verdadeiros representantes de uma humanidade viva. Cristo é a videira verdadeira e nós estamos ligados a essa videira como ramos. Nada pode ser comparado à convicção de que Jesus é o Senhor das nossas vidas.

Diante da realidade do novo nascimento, em muitos momentos, somos confrontados pelas lágrimas. Como dói quando constatamos que nós, chamados para viver na corrente viva da humanidade, vivemos como se ainda estivéssemos mortos.

O Apóstolo Paulo, com propriedade, aborda esse assunto sem rodeios em Romanos 6.1-2: “Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?”.

Paulo, certamente, chorava quando levantou esse questionamento e, da mesma maneira, nós também deveríamos chorar. Se estamos vivos para Cristo, deveríamos estar mortos para o pecado. Infelizmente, porém, muitas vezes vivemos como se ainda estivéssemos mortos para Cristo e vivos para o pecado.

É necessário lembrarmos que Cristo não morreu na Cruz só para que pudéssemos ir para o céu algum dia, mas também, para que nós pudéssemos ser duas coisas nesta vida: mortos para o pecado e vivos para a justiça de Cristo.

A chave da nossa vitória está na compreensão do que é verdadeiramente ser um cristão. Nós gostamos de pensar na identificação com Jesus apenas no sentido de estarmos com Ele nas regiões celestiais; de ser Ele o noivo e nós, a noiva; de ser Ele a videira e nós, os ramos. Mas não podemos jamais esquecer que, se quisermos entender a vida, enquanto cristãos, teremos que ser vivificados pela sua ação em nosso viver. Como estamos diante do Senhor: mortos ou vivos?

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