Mensagem Pastoral

DO CATIVEIRO A LIBERDADE!

21 Abr 2019Pr. Hércio Fônseca

“Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado.”
(1 Coríntios 5.7)

A Bíblia trata de maneira bem clara sobre o real significado da Páscoa. No Antigo Testamento, a Páscoa fala da libertação do povo de Israel do terrível cativeiro do Egito. Sob orientação Divina, os judeus sacrificaram um carneiro e com seu sangue pintaram os umbrais de suas portas.

O anjo da morte passou e saltava as casas dos filhos de Israel e foram poupados os seus primogênitos. Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os judeus foram poupados da morte naquele dia. A Páscoa foi o dia da independência de Israel. A noite do terror dos egípcios foi a noite da libertação do povo de Deus.

No Novo Testamento, a Páscoa refere-se à morte e ressurreição de Jesus Cristo. Deus ordenou o sinal do sangue na porta da casa do Seu povo, preparando-o para o advento do Cordeiro de Deus, que séculos mais tarde viria a se sacrificar para tirar o pecado do mundo. Deus tirou o seu povo do Egito com mão forte e poderosa através do sangue do Cordeiro. Deus nos tirou do cativeiro do pecado pelo sangue de Jesus.

Infelizmente, o mundo transformou a festa de liberdade de um povo numa festa pagã, envolvendo coelhos e chocolates. Contudo, a Páscoa deve representar para todos nós a libertação, não só para os judeus, mas para todos nós cristãos, que fomos resgatados, em Cristo, das trevas para a maravilhosa luz.

A Páscoa apresenta o esclarecimento e a interpretação da cruz. A Páscoa é a sombra; a cruz é a substância. A Páscoa é o modelo; a cruz é a perfeição. A Páscoa cristã é, portanto, a celebração de uma vitória única, porém com duas dimensões. A vitória de Jesus sobre a morte é a nossa libertação do cativeiro do pecado. Precisamos entender o real significado do sangue de Jesus derramado em nosso favor para a salvação eterna. Não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. Não é o sangue de um cordeiro que pode nos purificar do pecado, mas apenas o sangue do Cordeiro sem defeito, o sangue de Cristo. Por ele somos remidos, comprados, purificados e justificados.

Para nós, a ressurreição de Cristo nos dá a esperança da vida eterna. Cristo venceu a morte e n’Ele também venceremos: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão. O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Coríntios 15.55-57).

O simbolismo da Páscoa cristã aponta para a possibilidade de um novo começo, para uma nova vida, não mais cativa das limitações impostas pelo mal e pelo mundo. Uma nova vida não mais determinada pelo diabo e seus auxiliares. Uma vida livre das ameaças da morte e, por isso, plena em amor, bondade, solidariedade, justiça e paz. Nesta Páscoa, permita que Jesus, o Cordeiro pascal, reine em seu coração, a verdadeira liberdade que só encontramos em sua presença. Feliz Páscoa!

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