Mensagem Pastoral

DIVIDIDO ENTRE DEUS E O MUNDO!

04 Nov 2018Pr. Hércio Fônseca

“Pois desejo misericórdia, e não sacrifícios; conhecimento de Deus em vez de holocaustos.”
(Oséias 6.6)

O texto mencionado nos mostra que Israel observava a sua religião, mas não estava vivendo o amor leal que o Senhor esperava que o seu povo vivesse. Oferecia abundantes sacrifícios, mas não estava se importando com o conhecimento de Deus.

Vemos, neste texto, que o serviço cristão tem qualificações que precisam ser observadas. Devemos ficar atentos para não agirmos com duas medidas. Muita religiosidade e muita imoralidade; muita profissão de fé e muita corrupção. Como óleo e água, não se misturam. Oséias considera Israel como um pão não virado no forno: de um lado, queimado pelas suas paixões, e, do outro, massa mole que não resiste ao tato. Portanto, completamente imprestável.

Deus chama o seu povo a uma vida íntegra. Não agrada a Deus a nossa proclamação da salvação pela fé se não há a correspondente transparência de vida moral e social. O hipócrita engana a si mesmo. Hipocrisia é a pessoa fingir ser aquilo que não é. Por exemplo, fingir em público ser cristão piedoso e fiel, enquanto, na realidade, acalenta pecados ocultos de imoralidade, de cobiça, de concupiscência. O hipócrita é um enganador, é fraudulento em sua postura e comportamento. Todos percebem a sua incoerência, menos ele.

A ética dos nossos dias representa uma tentativa filosófica de fugir da exigência moral de uma pregação inegociável. Como Israel, a nossa sociedade quer uma religião acomodatícia, que não imponha restrições à vida social, econômica ou sexual. Os israelitas eram “crentes de fim-de-semana”; eram fervorosos para com o Senhor aos sábados, mas, nos outros dias da semana, eram opressores dos pobres, gananciosos, desenfreados nos desejos sensuais.

A religião em Israel protestava fé no Senhor Javé, mas não obedecia à Palavra do Senhor! “Não farás para ti imagem de escultura” (Êxodo 20.4). No entanto, em Samaria, cultuava-se a imagem de um bezerro. Ao mesmo tempo em que o povo invocava o Senhor, dizendo: “Nosso Deus”, “Nós, Israel, te conhecemos”. Deus respondia através do profeta Oséias, dizendo: “O teu bezerro, ó Samaria, é rejeitado; a minha ira se acende contra eles!” (8.5).

O cristianismo de hoje é o mesmo tipo de religião vivida pelos israelitas. Fala-se em nome do Senhor. Celebram-se cultos solenes e vibrantes. Domina-se a atenção da multidão. Contudo, a veneração concedida aos prazeres mundanos nos afasta de Deus e torna a nossa prática religiosa fraudulenta.

Deus nos chama para uma vida verdadeira de amor e serviço à sua obra, de fidelidade absoluta à Palavra de Deus, não somente na observação religiosa do culto, mas, também, nas diversas áreas da vida. Do nosso lar ao ambiente de trabalho, o Senhor espera da nossa parte um comprometimento sincero e verdadeiro com Ele e com a sua Palavra.

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