Mensagem Pastoral

NO PRÍNCIPIO ERA A PALAVRA!

15 Dez 2019Pr. Hércio Fônseca

“No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.”
(João 1.1)

O Evangelho de João trata de maneira bem específica sobre a divindade de Jesus e comprova que, desde o princípio, tudo foi criado na unidade da trindade e na ação soberana do Deus trino. Esses primeiros versículos do Evangelho de João são os mais lindos e mais profundos descritos em toda a Palavra de Deus. Eles nos transportam para antes do início da criação. Eles revelam, como em nenhuma outra parte das Escrituras, que o Jesus que se fez homem é o Deus Criador, descrito em Gênesis 1.1.

Quando tudo teve o seu começo, a Palavra, o Verbo estava lá, não como alguém que passou a existir, mas como o agente de tudo o que veio à existência. O verbo não foi criado, mas ele é o criador de tudo o que existe. O Verbo não foi criado antes de todas as coisas, mas é o criador do universo no princípio.

O substantivo palavra significa aquilo que é falado, discurso, pregação. Jesus é a expressão máxima da revelação divina. O conceito que havia na mente de João era o do Antigo Testamento. O verbo é Jesus, a segunda Pessoa da Trindade. Isso significa que antes da encarnação do verbo, ele já existia e, isso, desde toda a eternidade e em plena comunhão com o Pai. Jesus como Deus não passou a existir depois que nasceu. Ele é o Pai da eternidade. É por isso que esse Evangelho começa com a ideia de que Jesus, o Verbo, a maior manifestação de Deus ao homem, já existia quando o universo material foi criado.

O grande diferencial da fé cristã está na percepção de que o Deus que conhecemos é o Deus trino que se manifesta no Deus Pai, o criador, no Deus filho, o Salvador e no Deus Espírito Santo, o consolador. É assim que a nossa fé é firmada, na unidade que deve ser propagada em uma fé que não se baseia nas conquistas individuais, mas no compartilhamento e na unidade.

O Deus único e verdadeiro constitui-se de três Pessoas distintas, porém, iguais, com a mesma essência e substância. O verbo não é uma criatura, mas o criador. Ele não é um ser inferior a Deus, mas o próprio Deus. Embora distinto do Deus Pai, é da mesma essência e substância. O fato de que o Verbo estava com Deus expressa um relacionamento íntimo, uma ideia de comunhão face a face.

Precisamos olhar o Natal com esse sentimento em nosso coração. Aquele que é santo, santo, santo se fez pecado por nós e o que é exaltado acima dos querubins, assumindo o nosso lugar, como nosso fiador, se fez maldição por nós e morreu na cruz para nos dar a vida eterna. O Deus soberano se fez carne e veio até nós. O Natal é a manifestação do verbo que proclama a libertação ao homem perdido. O Natal é a proclamação da esperança para a humanidade.

Que o Deus encarnado possa abrir os olhos do nosso entendimento e nos conceder a visão espiritual das suas maravilhosas promessas para a nossa vida. Que o Verbo de Deus possa ecoar em nosso coração nos fazendo reconhecer a sua verdade em nossos corações.

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