Mensagem Pastoral

A CURA PELO AMOR

12 Jan 2020Pr. Hércio Fônseca

“Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados.”
(Pedro 4.8)

Fica difícil para a cabeça perturbada deste tempo entender que a maioria das enfermidades e dificuldades relacionais que vivemos hoje é consequência da falta de amor.

Existe uma espécie de epidemia atacando as pessoas na sua interioridade, causando conflitos relacionais, promovendo o individualismo, o egoísmo e provocando o esfriamento do amor. Esse tipo de comportamento tem atacado as famílias, o ambiente de trabalho, e até as nossas relações na igreja.

Constantemente nos deparamos, com pessoas fechadas em si mesmas, tristes, deprimidas, agressivas, rancorosas, mesquinhas, amarguradas. O certo é que a incidência de pessoas emocionalmente enfermas tem chamado a nossa atenção e causado profunda angústia em nossa alma.

Acompanhamos pessoas que estão mergulhadas em conflitos profundos  de identidade. Não conseguem mais vislumbrar saídas para os seus problemas e respostas para as suas dúvidas e questionamentos. Muitas estão vivendo sem qualquer alegria, fragilizadas em sua autoestima e desmotivadas para seguirem com seus projetos e sonhos.

Esse tipo de comportamento rouba a capacidade de amar, pois o olhar pessimista da vida nos impede de enxergar qualquer sentimento bom. Olhamos para as pessoas que estão à nossa volta e só conseguimos enxergar adversários. A impressão que temos é a de que todos estão se levantando contra nós e que, mais cedo ou mais tarde, vão nos atingir de alguma maneira.

A busca por respostas e saídas nem sempre parece viável. Encontrar explicações racionais para esses sentimentos parece impossível. Contudo, há um fator que, a meu ver, tem provocado todo esse transtorno em muitas pessoas - a incapacidade de amar e ser amada.

A falta de amor nos leva a uma série de conflitos e transtornos emocionais inimagináveis. Quando não amamos, não conseguimos perdoar os que nos ofendem e, consequentemente, não nos sentimos perdoados, gerando em nós uma angústia profunda n’alma e um vazio existencial sem precedentes.

Não podemos esquecer que o amor é a essência da vida cristã. O amor é a prova da maturidade cristã. Paulo sempre destacava as três virtudes do cristianismo: a fé, a esperança e o amor, considerando o amor a maior delas.

Se queremos ter uma vida saudável emocionalmente, precisamos nos dispor a amar. O amor é o melhor remédio para a alma e a essência do nosso relacionamento com Deus. Se desejo viver bem com a vida, preciso me dispor a amar.

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